sábado, 24 de setembro de 2016

Máscaras- Vícus


Máscaras Funerárias- Museu Arqueológico Peruano em Cuzco
Vicús - Época Formativa 1250 a.C. - 1 d.C.

"Estas máscaras sintetizam os elementos artísticos próprios da cultura Vícus: os cortes faciais, carregados de grande sentido geométrico, exacerbam detalhes como as sobrancelhas, orelhas e dentes..."

Vou postar algumas coisas do Perú, pra que aqueles que não conhecem, possam perceber que as culturas que viveram antes dos europeus chegarem na América, eram muito mais desenvolvidas do que imaginamos.

sábado, 17 de setembro de 2016

Teatro após incêndio- Lima- Perú

Compartilho aqui, algo que me deixou impressionado. Em Lima com o incêndio do principal teatro da capital peruana, artistas se adaptaram ao caos. Tirei fotos de fotos, as imagens não estão tão boas, mas precisava compartilhar pois elas mesmo mal tiradas falam por si só.

Vista do incêndio em 3 de Agosto de 1998

 
 
 
 
 

sábado, 10 de setembro de 2016

Figurinos no Museu Municipal do Teatro em Lima.


O teatro desenvolvido no Perú, teve a colaboração de alguns movimentos muito importantes, como o Renascimento Inca, mas hoje o que se pode observar é a supremacia da ópera e dos modelos europeus.

sábado, 3 de setembro de 2016

Teatro Quéchua e Renascimento Inca

Teatro Quéchua e Renascimento Inca:


"O teatro Quéchua colonial é parte de um vasto movimento social e cultural de revalorização do legado Inca e a da tradição andina. Este esforço é impulsionado pelas nobrezas indígenas coloniais, que procuravam entre o final do século XVII e todo o século XVIII, recuperar sua posição econômica e seu prestígio social. Esta renovada e fortalecida aristocracia andina, bilíngue e bicultural, educada em colégios para filho de caciques, ostenta com orgulho sua identidade e seu vínculo com o glorioso passado inca participando em importantes cerimônias vestidos com trajes incas, como podemos constatar em quadros da escola cuzquenha. Estas elites andinas, especialmente influentes em Cuzco, patrocinavam manifestações culturais como a pintura da escola cuzquenha, a elaboração de coros andinos e a representação de obras dramáticas em quéchua, configurando um autêntico renascimento inca.
O renascimento inca também constituiu um amplo processo social impulsionado pela revitalizada nobreza indígena colonial. Estes setores promoveram a elaboração y difusão de numerosos memoriais que denunciavam os abusos do sistema colonial e demandavam mudanças em sua estrutura; ao mesmo tempo, o crescente descontentamento, deu lugar ao longo do século XVIII a numerosas rebeliões onde a nobreza andina exerceu uma clara liderança. Diante da falta de êxito e protestos, um setor da aristocracia indígena percebeu as limitações do que se poderia denominar a faze reformista do renascimento inca e tomou a opção revolucionária. Sob a liderança de José Gabriel Condorcanqui, Tupac Amaru II, a grande rebelião abalou o vice-reinado peruano, mas foi finalmente derrotada e violentamente reprimida. 
As expressões artísticas do renascimento inca evidenciaram a combinação da cultura andina com a espanhola, dando lugar ao Mestiço. Seguindo padrões barrocos, podemos falar hoje de um barroco andino e um barroco mestiço. O teatro quéchua colonial, reuniu componentes andinos e ocidentais: São obras escritas em quéchua, que recorrem aspectos da cosmovisão andina, mas que seguem modelos literários e em especial dramáticos do barroco espanhol, no que diz respeito a: tipos de verso, uso de rima, recursos retóricos, gêneros do tipo auto sacramental e comédia, sobre uma clara influencia de Calderón de La Barca."

segunda-feira, 8 de agosto de 2016


"A pedagogia de Paulo Freire, sendo método de alfabetização, tem como ideia animadora toda a amplitude humana da educação como prática da liberdade"
Professor Ernani Maria Fiori

sábado, 25 de julho de 2015

Cia. Academia inova ao apresentar Shakespeare “mineirizado” e em versão de rua - por Gilze Bara



Já imaginou ver um espaço que você frequenta diariamente ocupado pelos mais diferentes personagens teatrais? Pois foi isso o que aconteceu no Colégio Cristo Redentor/Academia de Comércio nos fins de semana de setembro de 2014. Deuses, fadas, elfos e outros seres encarnados pelos integrantes da Cia. Academia tomaram conta de áreas externas da escola, como as escadas da entrada principal, a pracinha na lateral do Teatro, a “rua” em frente ao Núcleo Artístico e o tradicional pátio do colégio – tudo fazendo parte das apresentações da peça Sonho de uma noite de verão.
O clássico de William Shakespeare foi adaptado pelo diretor do Núcleo Artístico da Academia, Ronan Lobo, e encenado pela nova Cia., que reúne integrantes das antigas Cias. de Atores e de Dança. Sonho de uma noite de verão ganhou ares mineiros e versão de rua, em forma de cortejo. Sob direção de Marcos Bavuso, 23 atores encantaram o público durante a temporada, aos sábados e domingos no período de 13 a 28 de setembro, e na apresentação extra no dia 18 de outubro. O espetáculo, livre para todas as idades, teve as músicas executadas ao vivo pelo próprio grupo.
No elenco, atores de 9 a 43 anos enfrentaram o desafio de encenar o texto em meio e com a participação do público. O espetáculo é coletivo e interativo, construído junto com a plateia. Desta forma, as encenações se diferenciam a cada dia, de acordo com a maior ou menor inclusão dos espectadores. O cenário foi composto por poucos adereços e complementado com os próprios espaços das apresentações. Já o figurino foi criado a partir da reciclagem de peças do acervo da Cia., enquanto a maquiagem foi concebida pelo próprio grupo.
Sonho de uma noite de verão conta as confusas histórias de amor de quatro jovens. Hermínia e Lisandro são apaixonados, mas o pai da mocinha quer que ela se case com Demétrio, que, por sua vez, é amado por Helena. Quando os deuses Oberon e Titânia têm um desentendimento, Oberon pede ajuda ao ser mágico Puck para se vingar da esposa. Mas, num ato de bondade, tenta auxiliar os obtusos mortais a darem fim a seus desencontros. Só que Puck faz tudo errado e a confusão aumenta ainda mais. Enquanto isso, um grupo de atores ensaia uma tragédia para ser apresentada em um casamento nobre – tragédia que, de tão ruim, parece mais uma comédia.
As opções de “mineirizar” o texto e apresentá-lo como um cortejo, em versão de rua, tiveram o objetivo de aproximar a história (escrita na década de 1590) da realidade local. “A teatralidade de Minas ocupa a rua de forma muito natural, desde suas construções arquitetônicas, seus cultos religiosos e suas festas populares”, afirmou Ronan Lobo, destacando, ainda, que a Cia. é um espaço de experimentação. O diretor do espetáculo, Marcos Bavuso, também se mostrou fisgado pela possibilidade de levar ao grupo uma nova forma de fazer arte: “O teatro é um ofício de risco sem rede de segurança, e o grupo merecia experimentar um novo jeito de se arriscar, de despertar outros olhares e outras possibilidades. Além disso, essa nossa primeira experiência de rua vai nos permitir apresentar para a cidade as ruas da escola, nas quais as pessoas transitam sem nem perceberem se tratar de ruas. São locais onde tantos sonhos são construídos e se realizam. Trazer para as nossas ruas pessoas que já sonharam lá é reinventar o próprio teatro.”
A Cia. Academia já expandiu a peça para além das fronteiras da escola. No dia 19 de outubro, encenou Sonho de uma noite de verão no parque do Museu Mariano Procópio. O público – de todas as idades – ficou surpreso ao ver os atores ocupando ilhas, árvores e barcos no lago. Muitas pessoas que já haviam assistido ao espetáculo na Academia foram novamente, movidas pela curiosidade de ver a peça no Museu. Para 2015, o grupo tem a intenção de levar a arte feita na Academia para outros espaços urbanos de Juiz de Fora e de outras cidades, sempre imprimindo uma visão artística diferenciada aos locais que fazem parte do cotidiano dos cidadãos.