sábado, 21 de janeiro de 2017

Augusto dos Anjos- O Poeta da Carnificina

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu na cidade de Sapé, na Paraíba, em 20 de abril de 1884. Compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade. Em 1909, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Casou-se com Ester Fialho em 1910. Transfere-se para o Rio de Janeiro onde se dedica ao magistério, lecionando em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, contando 30 anos de idade, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia. Foi identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno. É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.


Túmulo de Augusto dos Anjos em Leopoldina MG.










sábado, 14 de janeiro de 2017

Santo Padroeiro dos Atores

São Genésio morreu por volta do ano 250, durante uma perseguição desencadeada pelo Imperador Deocleciano. Sua morte inspirou Henri Ghéon, teatrólogo belga a escrever a peça chamada “O Comediante e a Graça”, baseada na conversão de São Genésio e o martírio que a sucedeu. Genésio era um romano com vocação teatral e deveria participar de um espetáculo onde seria feita uma paródia irreverente do batismo cristão, o que levou-o a insinuar-se no meio dos cristãos para estudar o seu comportamento e viver o papel com mais autenticidade. No fundo, queria fazer o seu “laboratório”, para brilhar em cena, mas acabou vítima do zelo artístico. O convívio com os cristãos impressionou-o de tal maneira que, em meio ao espetáculo, sentindo-se tocado, improvisou e proclamou-se um cristão de verdade, negando-se a interpretar comicamente o ritual do batismo para divertir a platéia imperial. Deocleciano, em cuja homenagem se realizava a encenação, enfureceu-se, ordenando que Genésio fosse batizado ali mesmo, mas com o próprio sangue, após ser morto em pleno espetáculo. Daí o sub-título dado por Ghéon à sua peça: “O Comediante Possuído pelo seu Papel”. E daí a escolha do mártir-ator Genésio para padroeiro da classe teatral. Dia celebrado: 25 de Agosto.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Santa Padroeira das Atrizes

Pelágia vivia em Antioquia na segunda metade do século V. Era dançarina e segundo alguns textos religiosos era prostituta mais conhecida da cidade, tinha uma grande fortuna e era muito vaidosa. Possuía muitos escravos e servidores que a escoltavam quando passeava pela cidade. Teria se convertido por causa de uma visita do bispo Nonnus a Antioquia. Primeiro se encontraram na rua e durante uma procissão e o bispo teria afirmado que os cristãos deveriam ter o mesmo cuidado com a igreja como Pelágia tinha com sua beleza. Logo depois passou a freqüentar as celebrações religiosas e converteu-se ao cristianismo. Pelágia redigiu uma carta ao Bispo, pedindo sua aceitação. Nonnus respondeu aceitando sua conversão e pedindo que ela se apresentasse à Igreja como convertida. Foi confiada a uma monja romana e distribuiu seus bens aos pobres, juntando-se aos escravos. Logo depois, trocou seus vestidos femininos por rudes vestimentas masculinas e partiu em segredo para a Palestina, onde permaneceu muitos anos fechada em uma pequena cela. Todos acreditavam que ela era um homem. Conhecida como "o monge sem barba", seu sexo não foi descoberto a não ser após sua morte. Contam que quando os soldados chegaram para prende-la, sentiu que seria estuprada ao descobrirem seu sexo e pediu para trocar suas roupas. Foi para cima com esse pretexto e de lá saltou para fugir, mas calculou mal a queda e acabou morrendo.
Sua festa é celebrada nos dias 8 de outubro ou 9 de junho.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Cora Coralina


“Morta... serei árvore, serei tronco, serei fronde e minhas raízes enlaçadas às pedras de meu berço são as cordas que brotam de uma lira.
Enfeitei de folhas verdes a pedra de meu túmulo num simbolismo de vida vegetal.
Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”

"Meu pai se foi com sua toga de juiz
Nem sei quem lha vestiu
Eu era tão pequena,mal nascida
Ninguém me predizia-vida.Nada lhe dei nas mãos
Nem um beijo,uma oração, um triste ai
Eu era tão pequena!...
E fiquei sempre pequenina na grandefalta que me fez meu pai.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Pedro Demo

"É a noção do sujeito autônomo que se emancipa através de sua consciência crítica e da capacidade de fazer propostas próprias. Isso tudo tem por traz a idéia da reconstrução, mas também agrega todo o patrimônio de Paulo Freire e dá “politicidade”, porque nós estamos na educação formando o sujeito capaz de ter história própria, e não história copiada, reproduzida, na sombra dos outros, parasitária. Uma história que permita ao sujeito participar da sociedade."
(Pedro Demo)

sábado, 17 de dezembro de 2016

Marionetes

Suas origens se dão, quando a devoção produzia santos para a veneração.
Existindo severas leis contrárias à representação de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos por pessoas vivas.
A religiosidade popular, vestia essas imagens de acordo com a época em que viviam.
Na maioria das vezes, essas peças usavam as mais belas roupas da sociedade local, refletindo assim o esplendor da Igreja Medieval.
A necessidade de encenar os mistérios religiosos para a compreensão popular criou imagens que, chamadas de Marion (Maria, a Virgem), deram origem ao termo marionete.
Essas imagens são encontradas até nossos dias na Igreja Católica e são chamadas de imagens de roca.

Elas são chamadas de “Imagens de Roca”, pela semelhança com o fuso da roca de fiar. Antigamente também eram vestidas com tecidos fabricados nesse instrumento. Não se sabe exatamente quando surgiu essa associação das imagens de roca com a roca do tear. Mas alguns pesquisadores dizem que estas imagens são relacionadas com a forma do bojo da vara ou cana, em que se enrola a rama de linho, de algodão ou lã destinada a ser fiada no tear.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Augusto Boal


"O nosso trabalho não pode nunca – por mais sucesso que tenha – se reduzir a transformar cidadãos comuns, capacitando-os para representação dentro de um teatro. Fazer isso é apenas dar uma especialidade a essas pessoas, que vão participar de um conjunto ao qual se dá o nome de atores, aos quais, por sua vez, dá-se o nome de elenco. Mas não queremos só transformar o cidadão em ator; queremos tornar pleno o ser humano, desenvolvê-lo. E a única maneira de fazê-lo perceber a realidade naquilo que ela tem de mais profunda é através da arte! Dostoievski dizia: “Só a beleza salvará o mundo”. Isso é verdade! Porque o artista é aquela pessoa que, ao ver o conjunto, não se satisfaz com ele. Sabendo-se único, ele busca a unicidades também."
(Augusto Boal)


Referência:
BOAL, Augusto. Augusto Boal. In: PEREIRA, Victor Hugo Adler; LIGIÉRO, Zeca; TELLES, Narciso. Teatro e dança como experiência comunitária. Rio de Janeiro:UERJ, 2009, p 173 à 185.