sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Festa em homenagem ao Sertão Nordestino


Conheci muito pouco do sertão baiano e cearense, nos outros estados, conheci apenas a Zona da Mata e o Agreste. Foi um grande desafio falar sobre o Sertão e trazer os elementos de uma região castigada pela seca e pelo descaso político, mas que possui uma cultura rica que pouco conhecemos. Sei que a festa, as aulas, as rodas de bate-papo, o processo dos ensaios das danças e do casamento do Jeca apenas iniciam uma visão sobre o tema, mas sinto que o processo de preparação pode nos mostrar que esta é uma região grandiosa e que podemos aprender muito com ela.


Preparar o boi, foi uma ação coletiva, um ritual, muitas mãos contribuindo para uma vestimenta cada vez mais rebuscada de uma personagem da cultura que está presente de Norte a Sul do país. A dança do boi foi a mais difícil, alguns não acreditaram que daria certo, mas sua apresentação foi o ponto alto da festa. Também dançamos o Xaxado em homenagem ao movimento do cangaço e a dança do Coco e de São Gonçalo.



Reproduzimos em tamanho 2 x 1,40 algumas das xilogravuras utilizadas para ilustração dos cordéis, pintamos a mão cada uma delas e neste processo estudamos sua técnica, história, seus personagens e os artistas que fazem este tipo de ilustração. A cada momento da preparação deste evento, só conseguia pensar em agradecer ao povo do sertão nordestino, suas histórias, seus ensinamentos e sua força me inspiram sempre.




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